Se respeite: você não precisa de um diagnóstico pra ter direito de ser quem é
Parece que hoje muita gente precisa de um diagnóstico pra ser respeitada. E, muitas vezes, pra se respeitar também.
Se alguém gosta de ficar mais sozinho, prefere ambientes tranquilos, não sente necessidade de estar sempre rodeado de gente, pode ser visto como antipático ou distante. Mas se essa mesma pessoa disser que recebeu um diagnóstico, de repente os outros passam a compreender e a respeitar. Isso levanta uma pergunta importante: por que precisamos de uma explicação pra respeitar aquilo que é uma característica legítima de alguém?
Existem pessoas mais reservadas, outras mais expansivas. Umas recarregam energia no convívio, outras na solidão. Isso é diversidade humana. O problema é quando a pessoa começa a se cobrar pra ser diferente do que é — "será que eu não deveria ser mais sociável?" — e vai se afastando das próprias necessidades pra corresponder às expectativas dos outros. Isso é uma forma de desrespeito consigo mesma.
Um diagnóstico pode trazer compreensão e clareza, e pode ajudar muita gente. Mas o respeito não deveria depender dele.
O DEStrava é uma ferramenta digital de reflexão baseada em inteligência artificial. Não é psicoterapia nem substitui acompanhamento profissional de saúde.
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