Ansiedade e amor: quando o amor precisou ser conquistado
Quando alguém diz "eu sempre fui assim, desde sempre" sobre a própria ansiedade, vale a pena olhar com cuidado pra essa história.
Como era o ambiente em que essa pessoa cresceu? Ela podia errar, podia dizer não, discordar? Podia decepcionar alguém sem sentir que corria o risco de perder amor? Ou precisava ser boazinha, obediente, fazer tudo certo pra ser aceita?
Muita gente aprende, sem que ninguém diga isso diretamente, que o amor precisa ser conquistado — que pra ser amada precisa acertar, agradar, corresponder às expectativas. E quanto mais se adapta ao que os outros esperam, mais segura se sente dentro daquela relação.
O problema é que essa pessoa cresce, mas continua carregando a mesma lógica: no trabalho, sente que precisa fazer tudo perfeito; nos relacionamentos, sente que precisa agradar todo mundo; nas críticas, sente como se estivesse sendo rejeitada. A ansiedade deixa de ser só preocupação e vira busca constante por segurança — porque lá no fundo continua existindo a mesma pergunta: "se eu não fizer tudo certo, ainda vão gostar de mim?"
O DEStrava é uma ferramenta digital de reflexão baseada em inteligência artificial. Não é psicoterapia nem substitui acompanhamento profissional de saúde.
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